António José Seguro renova apelo ao diálogo e saúda empréstimo do BEI
O Presidente da República renovou hoje o apelo ao diálogo entre Governo e partidos sobre habitação, em particular para os jovens, e saudou o anúncio de um novo empréstimo do BEI para este setor.
António José Seguro discursava numa Sessão Comemorativa dos 50 anos do Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI) em Portugal em que a presidente desta instituição financeira, Nadia Calviño, anunciou "um novo empréstimo de 300 milhões de euros para apoio à construção e reabilitação" de habitação, "principalmente dirigido ao setor privado".
No encerramento desta sessão, no Ministério das Finanças, em Lisboa, o chefe de Estado qualificou essa "disponibilidade de meios de financiamento para a habitação" por parte do BEI como "uma excelente notícia", defendendo que, a par da atuação nacional, deve haver mobilização de recursos europeus para este setor.
"A habitação é uma das minhas principais preocupações e continuará a merecer o meu total empenhamento. Renovo o apelo ao diálogo entre o Governo e os partidos políticos, para que se encontrem soluções concretas e duradouras, que vão para lá das legislaturas, e que permitam às famílias, e em particular aos jovens, aceder a uma casa e construir o seu projeto de vida", afirmou.
Segundo o Presidente da República, "este esforço nacional deve ser acompanhado por uma mobilização europeia reforçada, que conjugue os esforços dos Estados-membros, da Comissão Europeia e do BEI e permita disponibilizar recursos adicionais".
"Precisamos de dar maior escala e rapidez à resposta, para que mais pessoas possam ter uma casa compatível com os seus rendimentos. O apoio do BEI à habitação acessível pode ajudar a responder a estas dificuldades. O financiamento de longo prazo permite preparar e realizar investimentos que precisam de continuidade", acrescentou.
Na sua intervenção, o chefe de Estado expressou "reconhecimento sentido" pelo contributo do BEI para o desenvolvimento de Portugal ao longo das últimas décadas e considerou que agora é preciso "assumir uma responsabilidade perante as próximas gerações".
O Presidente da República quer "um país onde o trabalho permita viver com dignidade, onde o conhecimento encontre oportunidades, onde uma família possa fazer planos com confiança" e entende que é "por esse critério" que se deve "avaliar o investimento", pela "capacidade de melhorar a vida das pessoas e de ampliar as suas escolhas".
"Desde logo, na habitação, nos jovens que trabalham e continuam sem conseguir ter a sua casa, nas famílias para quem a renda absorve uma parte excessiva do seu rendimento. A dificuldade de acesso à habitação condiciona a autonomia dos jovens, a mobilidade dos trabalhadores e o desenvolvimento das nossas comunidades", apontou.
"Não gostei do que vi. Não são imagens normais de democracia consolidada""Não gostei do que vi", assumiu o Presidente da República em reação à carga policial nos protestos pela habitação em Lisboa. António José Seguro considerou ainda que as imagens "não são normais numa democracia consolidada".
Márcia Guímaro Rodrigues | 11:34 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original
Leia Também
Ver todas as notícias →Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda.
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!
Deixe seu comentário
Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.