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Assembleia popular aprova novas regras para acampada de Lisboa

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Minuto Fonte Externa
31 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Assembleia popular aprova novas regras para acampada de Lisboa

A assembleia popular da acampada de Lisboa aprovou hoje um conjunto de propostas para definir a organização e o funcionamento do movimento, incluindo a manutenção de assembleias diárias e a criação de espaços de discussão entre grupos de trabalho.

 

Na Praça de D. Pedro IV, em Lisboa, a reunião, que começou com 21 minutos de atraso, pelas 21h21, juntou cerca de uma centena de pessoas.

O movimento, que se apresenta como uma estrutura de mobilização de rua, lançou também uma página na Internet com transmissão em direto das assembleias e pedido de doações.

Entre as propostas aprovadas, no 14.º dia de acampamento, esteve a manutenção dos grupos de trabalho como elemento central da construção da acampada, bem como da assembleia popular enquanto espaço de discussão política e orientação do movimento, com possibilidade de apresentação e votação de propostas.

Os participantes aprovaram ainda a realização de assembleias populares todos os dias, às 21h00.

A assembleia popular terá poder deliberativo, com direito a votar propostas apresentadas pelos participantes. Foi rejeitada a possibilidade de transformar as reuniões num espaço exclusivamente dedicado a intervenções e à transmissão de informações, sem propostas ou votações.

No âmbito da organização interna, foi aprovada a criação de um espaço de discussão de temas mais sensíveis, como a segurança e a organização da acampada, após a assembleia popular, num modelo de plenário de delegados dos grupos.

Foi também aprovada a inclusão de todos os participantes num grupo de afinidade, que poderá ser constituído por amigos, colegas de trabalho ou outros elementos, bem como a disponibilização de uma tenda para garantir o anonimato nas assembleias.

As propostas apresentadas pelos participantes terão de ser entregues por escrito, tendo sido também aprovada a possibilidade de diferentes grupos de trabalho apresentarem propostas no início das reuniões, sem necessidade de intervenção oral.

Quanto ao funcionamento das assembleias, ficou definido um limite de três minutos para cada intervenção, tendo sido rejeitado o aumento para cinco minutos.

Por outro lado, foi rejeitada a proposta de votar contra a presença da imprensa e contra a realização de diretos televisivos.

As propostas relativas à estrutura da acampada, que constavam de um documento de cinco páginas, foram discutidas durante mais de duas horas sem incidentes.

Na quinta-feira, o movimento acampada de Lisboa informou que vai voltar a montar tendas e pernoitar na praça do Rossio, no sábado, no final da manifestação que começa às 16h00 no Largo de Camões.

A manifestação sob o mote "Não temos casas, ficam as tendas" tem início marcado para as 16h00, num percurso entre o Largo de Camões, no Chiado, e a praça do Rossio.

PSP manda retirar "tendinha para brincar para crianças" no Rossio

A Polícia de Segurança Pública ordenou que fosse retirada uma "tendinha de brincar para crianças", tendo, segundo a Acampada de Lisboa, justificado que "eram as ordens superiores que tinham, porque não pode haver tendas na via pública".

Notícias ao Minuto | 23:47 - 30/10/2026

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