Ataques russos atingem espaços comerciais da Ucrânia durante o dia
Os ataques de drones russos contra a Ucrânia visaram durante o dia de hoje um mercado, um centro comercial e pelo menos dois supermercados, em diferentes localidades e cidades, informaram as autoridades regionais e o Presidente Volodymyr Zelensky.
"Em plena luz do dia, a Rússia atacou deliberadamente um alvo civil na região de Odessa. Um supermercado comum de produtos alimentares foi atingido. O edifício foi destruído e deflagrou um incêndio", disse na plataforma Telegram o chefe da administração regional de Odessa, Oleg Kiper.
Segundo Kiper, que não especificou a localidade onde ocorreu o ataque, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.
De acordo com os canais de Telegram da região de Odessa, foi visado um supermercado grossista na localidade de Mayaki.
Também hoje, pelo menos duas pessoas morreram e mais de uma dezena ficaram feridas noutro ataque russo com um drone na cidade de Kharkiv, segundo o presidente da Câmara, Igor Terekhov.
A agência pública de notícias ucraniana Ukrinform afirma que um mercado da cidade foi atingido no ataque.
Na cidade de Rivne (noroeste, uma das capitais regionais mais distantes da linha da frente), um centro comercial sofreu danos.
Os ataques a espaços comerciais em plena luz do dia ocorrem após a morte de seis pessoas, na passada quarta-feira, na cidade ucraniana de Lutsk (nordeste), quando um supermercado foi atingido por um drone russo.
Devido à utilização pela Rússia de drones com motores a jato, além de mísseis, e à falta de intercetores, como os mísseis Patriot de fabrico norte-americano, as forças ucranianas registam crescentes dificuldades em defender infraestruturas críticas.
Kyiv reportou cortes de emergência no fornecimento de energia na quarta-feira, após mísseis russos terem atingido as três centrais termoelétricas que operam na capital ucraniana e na região envolvente.
Foram ainda anunciados cortes em Kharkiv, que também foi alvo deste último ataque de mísseis russos contra instalações energéticas.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
Putin anuncia conquista de "um dos principais bastiões" na UcrâniaO presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje a conquista da localidade ucraniana de Dobropilia, no leste do país, considerada estratégica para o avanço russo na região de Donetsk.
Lusa | 21:33 - 16/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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