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Carneiro acusa Governo de falta de diálogo nas manifestações

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Carneiro acusa Governo de falta de diálogo nas manifestações

O secretário-geral do PS considerou hoje que a responsabilidade do que aconteceu nas manifestações pela habitação não é da polícia, mas sim das "orientações políticas" do Governo, que acusou de "falta de diálogo e de bom senso".

 

No primeiro dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), que decorre no Parlamento, a primeira intervenção de José Luís Carneiro centrou-se nos acontecimentos recentes nas manifestações pela habitação.

"A minha crítica não é à polícia, a minha crítica é mesmo ao Governo. A minha crítica é ao Governo, porque se houvesse bom senso da parte do Governo, o direito de manifestação nunca foi incompatível com o Estado de direito democrático", enfatizou.

O líder do PS começou a sua intervenção com "uma palavra de solidariedade aos jovens, às suas famílias, aos seus amigos, mas também aos agentes da autoridade democrática que ficaram feridos nestas manifestações".

"Porque estas manifestações são o resultado da falta de diálogo e de bom senso deste Governo que lidera o país", considerou.

De acordo com Carneiro, "as forças policiais atuam com orientações políticas" e recordou manifestações dos agricultores que tentaram barrar a passagem na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama.

"Nessa altura, em diálogo com o primeiro-ministro, nunca em circunstância alguma, procurámos utilizar a força e sempre o diálogo. A concertação deu lugar para solucionar as dificuldades que estavam a viver. As orientações políticas têm de ser do primeiro-ministro e têm de ser claras e inequívocas", disse.

Na resposta, o primeiro-ministro, Luís Montenegro disse que ia tentar defender Carneiro de "si próprio".

"Eu não quero acreditar que a carga policial que ocorreu no passado dia 1 de abril de 2023, nem de propósito, na sequência de uma manifestação sobre o direito à habitação, tenha dimanado de uma ordem expressa do então ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro", sugeriu.

O chefe do executivo referiu que "há orientações de princípio que todos os agentes que estão sob a tutela dos membros do Governo devem respeitar".

"Agora, opções operacionais tomadas na circunstância de cada momento e de cada evento, eu acredito que o senhor deputado José Luís Carneiro fez exatamente como eu: depois de definir os princípios da orientação geral, naturalmente respeitou a competência operacional das forças e o profissionalismo daqueles que exercem a autoridade em nosso nome, em nome de todos", comparou.

Antes de falar concretamente sobre a questão da habitação, o secretário-geral do PS perguntou a Luís Montenegro a razão pela qual "até agora não convocou o sistema de segurança interna onde estão os representantes do Governo e da Assembleia da República para garantir que o exercício da autoridade se faz com o conhecimento de todos".

Carneiro perguntou ainda ao primeiro-ministro se está disponível para "mobilizar todos os imóveis do IHRU para as autarquias", financiando a sua reabilitação e pondo-a assim ao serviço dos municípios.

[Notícia atualizada às 17h28]

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Notícias ao Minuto | 15:00 - 27/10/2026

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