Gadi Eisenkot à frente de Netanyahu em Israel, mas sem maioria
A coligação liderada pelo partido Yashar!, do ex-chefe do exército Gadi Eisenkot, deverá ter mais deputados do que o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, nas eleições legislativas de hoje em Israel, segundo três projeções.
Segundo as projeções dos canais 11, 12 e 13, o partido Likud de Netanyahu é o individualmente mais votado (24 a 25 deputados, segundo as três), mas o seu bloco não vai além de 50 deputados, sendo 61 necessários para a maioria no parlamento israelita (Knesset, composto por 120 lugares).
As mesmas projeções dão ao Yashar! de Eisenkot 21 a 23 lugares, mas à coligação liderada por este partido 52 a 53 lugares, com os partidos árabes - Lista Conjunta e Ra'am - a alcançarem uma representação histórica de 17 a 18 deputados na primeira eleição no país desde o ataque do grupo extremista palestiniano Hamas, a 07 de outubro de 2023.
O sucesso dos partidos árabes poderá permitir-lhes definir o próximo primeiro-ministro, mas, até hoje, ambos os blocos recusaram-se a formar uma parceria com eles.
As projeções dos canais 11, 12 e 13 colocam a Lista Conjunta como 4º partido mais votado.
Os quatro partidos que compõem o bloco liderado por Eisenkot – Yashar!, B'Yashar, Os Democratas e Yisrael Beytenu - estão entre os seis mais votados.
Apesar de o partido Likud ser individualmente mais votado, os seus parceiros de coligação alcançam pequenas representações parlamentares, segundo as projeções.
Os resultados preliminares são esperados nas próximas horas e os finais nos próximos dias, podendo divergir das sondagens à boca das urnas.
Apenas uma projeção, do canal 15, coloca o bloco de Netanyahu à frente do de Eisenkot (55 deputados contra 49).
Um resultado inconclusivo deixaria Israel num limbo político e poderia obrigar à repetição das eleições. Israel realizou cinco eleições entre abril de 2019 e novembro de 2022 devido a um impasse semelhante.
A Comissão Eleitoral Central indicou que a taxa de afluência às urnas situava-se nos 74,3% às 20:00 locais (18:00 em Lisboa), um aumento em relação aos 66,3% nas eleições de 2022.
É a maior afluência às urnas neste período desde 1988, segundo o jornal Times of Israel.
Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque do Hamas em 2023 e os conflitos militares posteriores em várias frentes.
O bloco heterogéneo de forças liderado por Eisenkot procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.
[Notícia atualizada às 21h16]
Votou pela 1.ª vez em Netanyahu e tem "dois medos". Quais?Uma apoiante de Benjamin Netanyahu revela o seu medo com os resultados das eleições em Israel, onde a polarização política é intensa e a participação eleitoral atinge níveis recordes.
Lusa | 19:52 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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