Habitação: Montenegro pede "sentido de responsabilidade" a PS e Chega
O primeiro-ministro pediu hoje "sentido de responsabilidade e coragem" ao PS e ao Chega, depois de o líder parlamentar do CDS ter identificado uma "aparente hesitação" do partido de André Ventura face à lei do arrendamento depois dos protestos.
No debate da proposta de Orçamento do Estado para 2027, no Parlamento, o líder parlamentar do CDS também se referiu à habitação e referiu que "o Parlamento prepara-se para iniciar a discussão da nova lei do arrendamento" na especialidade e o acordo entre PSD e Chega para alterar esta legislação.
"Primeiro, o Chega mostrou disponibilidade para negociar a lei na especialidade. Agora, parece haver uma aparente hesitação depois das acampadas e das assembleias populares", alegou Paulo Núncio, instando o líder do Chega a não ter "medo dessa minoria de arruaceiros" e "manter-se firme".
O deputado questionou se o Chega está com PSD e CDS "para fazer esta reforma fundamental do arrendamento ou está lá fora com os arruaceiros e a esquerda".
Paulo Núncio lançou críticas também ao PS, acusando o secretário-geral socialista de um "enorme descaramento" e "demagogia barata" quando "é um dos principais responsáveis da crise da habitação", uma vez que, "como ministro da Administração Interna, extinguiu o SEF e permitiu a entrada descontrolada de mais de 1 milhão e 100 mil imigrantes em Portugal".
"Em vez de estar para aí a gritar 'ai a habitação e ai que falta casas', o senhor deputado [José Luís Carneiro] devia ter vergonha, pôr a mão na consciência e assumir a sua responsabilidade pelo colapso das nossas fronteiras e pela crise da habitação provocada por esse colapso", desafiou.
O centrista questionou também o líder do PS se, enquanto esteve no Governo, deu ordens à polícia para "carregar sobre os manifestantes" e considerou que José Luís Carneiro devia "dar uma palavra de confiança aos polícias que se limitaram a cumprir a lei e a repor a legalidade".
"Porque é que os polícias já não lhe merecem o mesmo respeito? É porque tem medo da pressão da extrema-esquerda? É porque tem medo da pressão da rua? Ou é porque tem medo da pressão do seu antecessor sentado na última fila que continua a apoiar os radicais?", provocou.
Na resposta, o primeiro-ministro disse querer "continuar a acreditar que os líderes dos maiores partidos da oposição de vez em quando têm sentido responsabilidade e coragem para decidir as mudanças que o país precisa".
Luís Montenegro considerou que ao Chega "muitas vezes falta em coragem o que sobra em disponibilidade para entrevistas e intervenções públicas" e ao PS "falta coragem para reconhecer os erros e falta coragem para enfrentar as reações daqueles que outrora foram os seus parceiros de viagem".
O primeiro-ministro pediu coragem a estes partidos para debater as rendas "com profundidade" e não fazerem "um exercício de desinformação".
Habitação? Crise "não se resolve à bastonada", diz Paulo RaimundoO PCP apelou hoje à retirada da "lei dos despejos e aumento das rendas" e considerou que o problema da habitação "não se resolve à bastonada", enquanto o primeiro-ministro defendeu a política do Governo para reduzir "despejos lentos".
Lusa | 17:26 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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