Iémen condena novos ataques Huthis contra infraestruturas civis
O Governo do Iémen condenou esta noite os novos ataques dos rebeldes Huthis com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Áden e o Palácio Presidencial de Maasheeq, considerando-os uma escalada que ameaça a segurança regional e infraestruturas civis.
Num comunicado, o governo confirmou que os Huthis, apoiados pelo Irão, atacaram o Palácio pela segunda vez e o Aeroporto de Áden pela sétima vez este mês, acusando o grupo de expandir os ataques para além das instituições estatais do Iémen para ameaçar a estabilidade regional e a santidade dos locais sagrados islâmicos.
O Conselho de Ministros qualificou o Aeroporto de Áden como um bem nacional vital, referindo que os repetidos ataques visavam perturbar os serviços públicos, prejudicar os interesses dos cidadãos e minar a capacidade do Governo de desempenhar as suas funções.
Afirmou ainda que o ataque desta noite ao Palácio Maasheeq, sede do Governo e das instituições estatais na capital provisória do Iémen, não impediria as autoridades de cumprirem as suas funções nem permitiria que os Huthis impusessem pela força uma nova realidade política.
Os Huthis atingiram hoje com dois mísseis o palácio presidencial de Áden, sede do governo reconhecido internacionalmente, segundo fonte policial local.
O ataque foi confirmado à AFP por fonte policial e um correspondente da agência e moradores relataram ter ouvido explosões no local esta noite. Duas testemunhas afirmaram ter visto ambulâncias a entrar nas instalações do palácio, onde alguns edifícios são utilizados pelo governo e pelas forças sauditas que o apoiam.
Testemunhas disseram à EFE que três fortes explosões abalaram Áden, como resultado de ataques com mísseis balísticos Houthi.
Em meados de outubro, os Huthis já tinham levado a cabo um ataque contra esse mesmo palácio, atingindo um centro de comando da coligação liderada por Riade. A ação fez cinco mortos.
O governo iemenita retirou-se para Aden em 2015, após ter sido expulso da capital, Sanaa, por grupos rebeldes, incluindo os Huthis.
Na vizinha Arábia Saudita, aliada do governo iemenita, a Proteção Civil confirmou hoje a ocorrência de alertas esporádicos, mas, para já, não reportou vítimas nem danos materiais.
Os Huthis confirmaram apenas, através do porta-voz militar, Yahya Saree, que realizaram novos ataques contra a Arábia Saudita.
A coligação informou ter abatido um drone na região de Riade, além de um "míssil balístico lançado pela milícia terrorista Huthi em direção ao sul".
O porta-voz da coligação, Turki al-Malki, indicou ainda, através da rede social X, que um drone Huthi tinha sido "intercetado e destruído na região de Meca". Mais tarde, deu conta do abate de um segundo drone na região de Medina.
A Arábia Saudita, que tem sido alvo de ataques quase diários desde o início de outubro, acusou os Huthis de terem visado as duas cidades sagradas do Islão — uma acusação que os combatentes antigovernamentais voltaram a negar hoje.
"As alegações do inimigo saudita de que intercetou um drone no espaço aéreo de Meca são totalmente infundadas", declarou o porta-voz militar do grupo, nas redes sociais.
Os rebeldes iemenitas reivindicaram na quinta-feira à noite seis ataques contra refinarias, aeroportos e bases militares na Arábia Saudita.
Os ataques fizeram pelo menos um ferido ligeiro na capital, Riade, confirmou depois a Proteção Civil do reino árabe.
O porta-voz militar dos Huthis referiu que as ações tiveram como alvos a refinaria de Ras Tanura, uma instalação da petrolífera estatal Aramco em Abqaiq, o Aeroporto Internacional Rei Khalid (em Riade), o Aeroporto Internacional Rei Fahd (em Dammam), a refinaria de petróleo de Rabigh e uma base militar em Najran.
A coligação liderada pela Arábia Saudita, que combate os Huthis no Iémen, tinha reivindicado antes ter abatido dois mísseis balísticos disparados pelo movimento pró-Irão em direção a Riade, onde foram registadas oito explosões.
Os Huthis e as forças sauditas, que apoiam o Governo iemenita, têm trocado diariamente ataques desde o retomar, em julho, do conflito no Iémen, país que voltou a ser palco de guerra no Médio Oriente após quatro anos de relativa acalmia.
No Iémen, na quarta-feira, os bombardeamentos sauditas, que atingiram, entre outros locais, um posto de abastecimento de combustível e um mercado, fizeram pelo menos 14 mortos na província de Al-Jawf (noroeste), na fronteira, segundo os Huthis.
Por sua vez, visaram o aeroporto de Áden, pela sexta, causando feridos e danos materiais.
Os combates no Iémen fizeram mais de 1.600 mortos e 275.000 deslocados, segundo dados da ONU, sem que se vislumbre qualquer solução diplomática.
Leia Também: Huthis acusam Riade de ataque que matou 12 pessoas em Taiz, Iémen
Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original
Leia Também
Ver todas as notícias →Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda.
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!
Deixe seu comentário
Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.