IL rejeita OE2027, PM diz que liberais têm "enormíssimas razões"
A presidente da IL recusou hoje viabilizar um Orçamento do Estado para 2027 que considerou aumentar despesa e impostos, com o primeiro-ministro a responder que os liberais têm "enormíssimas razões para votar favoravelmente".
Na primeira intervenção no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), no Parlamento, Mariana Leitão acusou o Governo de apresentar apenas "meias medidas" para a habitação e criticou a redução de investimento público prevista na proposta orçamental.
A líder da IL acusou ainda o PSD de, desde que está no Governo, bloquear propostas dos liberais que tinham apoiado quando estavam na oposição.
"Se o PSD tivesse implementado as medidas que anteriormente tinha votado favoravelmente, assim que chegou ao Governo, ainda em 2024, hoje já estaríamos, certamente, a ver os efeitos a terem um impacto positivo na resolução desta crise", defendeu.
Leitão insistiu também nas críticas ao Orçamento do Estado pelo aumento "completamente desproporcional" da despesa pública, argumentando que o Governo segue essa via "porque continua a carregar os portugueses de impostos", e deixou uma pergunta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro: "Como é que espera que, perante estes factos todos, a IL possa viabilizar este Orçamento do Estado?".
Luís Montenegro respondeu à questão argumentando que aos liberais bastava "ter alguma capacidade de cedência no sentido de identificar que a grande maioria das políticas públicas e das decisões orçamentais [...] correspondem à visão da IL".
"Não totalmente, mas isso terá de ser um exercício que a sra. deputada tem de fazer entre representar 91 ou 9 deputados. Se nós quisermos fazer uma conciliação entre o nível de representatividade e o nível de incorporação no orçamento dos nossos programas eleitorais, [...] a sra. deputada tem, não uma nem duas, tem enormíssimas razões para votar favoravelmente este Orçamento do Estado", acrescentou.
O primeiro-ministro disse também que a IL "só não é mais preponderante" na definição de políticas públicas "porque fica um pouco no meio da ponte" e "não passa, de uma vez por todas, para o lado da solução", defendendo que os liberais podiam optar por defender o seu "cunho" nas propostas do executivo em vez de as criticar.
Montenegro insistiu que a "solução [do Governo] nunca vai ser 100% igual" à de Mariana Leitão, porque, se assim fosse, a líder da IL ocuparia um lugar na bancada do Governo.
"Ainda é cedo. Não sei se algum dia pode acontecer, nunca se sabe, nunca se sabe", gracejou o líder do Governo, rematando a intervenção afirmando que "conta muito com a contribuição da IL com ideias calibradas" com as do executivo.
AO MINUTO: "O problema da habitação não se resolve com bastonadas"Acompanhe AO MINUTO o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027.
Notícias ao Minuto | 15:00 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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