Pular para o conteúdo
Publicidade

Investigadores dos Açores na expedição internacional The Gap

M
Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Investigadores dos Açores na expedição internacional The Gap

Três investigadores do Instituto Okeanos, da Universidade dos Açores, participam na expedição científica internacional The Gap, que vai produzir informação para o novo acordo das Nações Unidas sobre a proteção da biodiversidade do alto mar.

 

A expedição decorre a bordo do navio de investigação Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute, na Zona de Fratura Romanche, no Atlântico Equatorial.

Liderada por investigadores brasileiros, a missão reúne cientistas de Portugal, Reino Unido e Itália, pretendendo-se estudar uma das regiões menos exploradas da Dorsal Médio-Atlântica, a profundidades até 4.500 metros, com recurso ao veículo operado remotamente ROV SuBastian.

A Fratura Romanche é um vale submarino com cerca de mil quilómetros de extensão, constituindo uma das principais passagens de águas profundas entre as bacias ocidental e oriental do Atlântico.

Segundo os investigadores do Okeanos, citados em nota de imprensa, está-se a "observar pela primeira vez fundos marinhos que nunca tinham sido vistos por olhos humanos, numa região que pertence a todos".

"Encontrar um jardim de esponjas a mais de quatro mil metros de profundidade mostra o quanto ainda desconhecemos sobre o oceano profundo", salientam.

Os investigadores consideram que a experiência que a equipa dos Açores "tem vindo a acumular no estudo de espécies bentónicas e na análise de vídeo subaquático, nos Açores e noutras regiões do Atlântico, permite dar um contributo especial para essa caracterização."

Entre os principais resultados destacam-se os jardins de corais de águas frias observados no topo das paredes da fratura, entre os 1.000 e os 1.500 metros de profundidade.

A presença destes 'habitats' confirma o que os investigadores esperavam encontrar, sendo que "a grande surpresa foi a descoberta de um jardim de esponjas a cerca de 4.200 metros de profundidade, onde nada fazia prever que um ecossistema deste tipo pudesse existir".

A equipa registou ainda "vários organismos que poderão ser espécies novas para a ciência", mas a sua identificação "só poderá ser confirmada após a análise em laboratório das amostras recolhidas".

Entretanto, na segunda-feira, cerca de 50 alunos da Escola Secundária Manuel de Arriaga, na Horta, participaram numa sessão em direto com os investigadores do OKEANOS, a partir do R/V Falkor (too).

A iniciativa educativa "Ship to Shore" proporcionou aos estudantes a "oportunidade de contactar diretamente com investigadores a bordo um navio oceanográfico, durante uma missão científica em curso".

Os mergulhos da expedição podem ser acompanhados em direto e revistos no canal de YouTube do Schmidt Ocean Institute.

Leia Também: Açores recebem delegação espanhola na cooperação espacial

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.