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Jornalista norte-americana agredida. EUA condenam violência na região

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Minuto Fonte Externa
16 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Jornalista norte-americana agredida. EUA condenam violência na região

Os Estados Unidos condenaram hoje a "violência criminosa" na Cisjordânia, sem denunciar diretamente o incidente que envolveu uma fotojornalista norte-americana ferida por colonos israelitas.

 

"Condenamos os atos de violência criminosa cometidos por qualquer parte na Cisjordânia e apoiamos a realização de investigações adequadas, bem como a responsabilização judicial dos autores", afirmou à AFP um responsável do Departamento de Estado sob anonimato.

Segundo a mesma fonte, os Estados Unidos estão prontos para oferecer "apoio consular" à jornalista do Washington Post.

A fotojornalista e vários palestinianos ficaram feridos hoje na sequência de ataques de colonos israelitas ocorridos durante a apanha da azeitona na Cisjordânia ocupada, segundo a agência noticiosa palestiniana WAFA.

Os ataques, adiantou a mesma fonte, ocorreram nas localidades de Burqa, Abu Falah e Turmus Aya, nos arredores de Ramallah, e envolveram o incêndio de veículos e oliveiras.

As forças de segurança israelitas também utilizaram gás lacrimogéneo durante os incidentes.

Entre os feridos encontra-se Heidi Levine [na imagem], fotojornalista do The Washington Post, que acompanhava os trabalhos de apanha da azeitona em Abu Falah.

A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, na sigla em inglês) denunciou que a jornalista norte-americana sofreu "ferimentos moderados" e recebeu tratamento num hospital local devido a pancadas infligidas em várias partes do corpo.

Segundo a organização, os colonos roubaram-lhe ainda o passaporte, o telemóvel, a carteira e o equipamento profissional.

"Heidi é uma jornalista veterana e respeitada, que cobre esta região há décadas, além do seu trabalho em zonas de conflito em todo o mundo", afirmou a associação.

A organização considerou que o incidente constitui mais um episódio de uma série de "ataques violentos" de colonos contra jornalistas e civis na Cisjordânia.

A FPA exigiu ao Exército israelita que "deixe de apresentar desculpas e cumpra o seu dever de proteger os civis destas multidões violentas".

"Pedimos ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que deixe de se referir a estes ataques como ações de 'jovens problemáticos' e reconheça o grave problema que tem ignorado durante demasiado tempo", acrescentou.

O Exército israelita confirmou que uma jornalista estrangeira ficou ferida e afirmou que militares e polícias foram enviados para a região após receberem informações sobre "um confronto violento".

"A violência contra civis inocentes é um fenómeno grave e intolerável que exige uma resposta coordenada", declarou o Exército, que condenou os incidentes e prometeu colaborar com as autoridades competentes para os impedir.

O movimento islamita palestiniano Hamas também condenou os ataques, acusando as forças israelitas de terem participado diretamente nas agressões e protegido os colonos.

Segundo o Hamas, citado pelo jornal palestiniano Filastin, os incidentes representam "uma perigosa escalada" de uma política destinada a enfraquecer a presença palestiniana no território e que equivale a uma "limpeza étnica".

Os ataques ocorreram poucos dias depois de quatro jornalistas palestinianos terem ficado feridos, em 13 de outubro, quando cobriam uma operação das forças israelitas em Ramallah.

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) denunciou na quinta-feira que os militares dispararam e utilizaram gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento contra os profissionais da comunicação social.

Horas antes, outros quatro jornalistas tinham sido detidos pelas forças israelitas enquanto acompanhavam ataques de colonos durante os trabalhos de apanha da azeitona em Idhna, a oeste de Hebron.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

Fotojornalista norte-americana ferida em ataque na Cisjordânia

Uma fotojornalista norte-americana do jornal The Washington Post ficou ferida hoje em ataques de colonos israelitas durante a apanha da azeitona na Cisjordânia ocupada, segundo a agência palestiniana WAFA.

Lusa | 16:54 - 16/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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