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Manifestações na Grécia exigem melhores condições para educação pública

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Minuto Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Manifestações na Grécia exigem melhores condições para educação pública

Milhares de estudantes e professores manifestam-se hoje na Grécia para exigir mais financiamento para a educação pública, melhores condições nas escolas e universidades e apoio aos alunos afetados pelo aumento do custo de vida.

 

Na capital grega, os manifestantes, que se concentraram junto à Universidade de Atenas e seguiram pacificamente até à praça Syntagma, em frente ao Parlamento, transportando uma faixa onde se lia "Da Grécia a França, lutamos pela educação pública gratuita", contestam a falta de instalações adequadas, a escassez de pessoal e o mau estado de conservação de edifícios escolares.

"Os problemas são os mesmos" na Grécia e em França, afirmou à agência francesa AFP Filanthi Gioni, estudante de engenharia e representante eleita dos estudantes, lamentando que o dinheiro público seja destinado ao armamento da NATO e às guerras.

A Federação dos Professores do Ensino Secundário (OLME) convocou uma paralisação de quatro horas para permitir a participação dos docentes nas manifestações, que também decorreram em Salónica.

Em comunicado, a organização afirmou apoiar os alunos e estudantes que reivindicam o direito a uma educação pública e gratuita, bem como condições de estudo e de vida que correspondam às suas aspirações.

A mobilização ocorre também num contexto de aumento do custo de vida, num país onde os salários continuam baixos, e coincide com uma jornada de greve em França convocada por sindicatos para exigir melhores salários.

Nas últimas semanas, as manifestações de estudantes do ensino secundário em França alargaram-se a outros países europeus.

Na Grécia, uma primeira mobilização, em 21 de outubro, reuniu mais de 10.000 pessoas em Atenas e Salónica, entre outras cidades.

Segundo o Eurostat, a Grécia destinou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação em 2023, uma das percentagens mais baixas da União Europeia e abaixo da média da UE, de 4,7%.

A crise social em França tem despertado interesse na Grécia, que atravessou uma década de crise financeira marcada por manifestações violentas.

O jornal grego Kathimerini compara a atual crise social na França com a realidade vivida pela Grécia há cerca de 16 anos, comentando que a falta de resposta política através do voto empurra os cidadãos para os protestos de rua por se sentirem abandonados pelo Estado.

Entretanto, sindicatos e associações de defesa do direito à habitação de sete países europeus, incluindo a Grécia, convocaram manifestações coordenadas contra o aumento do custo de vida para o final de novembro.

Leia Também: Portugal e Grécia querem aprofundar cooperação na produção de drones

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