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Ministra dos Emiratos Árabes apresenta candidatura à ONU

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Ministra dos Emiratos Árabes apresenta candidatura à ONU

A Ministra de Estado dos Assuntos Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Lana Nusseibeh, apresentou hoje a sua candidatura a Secretaria-Geral da ONU e defendeu a prioridade nos esforços que a organização faz.

 

"A ONU não pode fazer tudo, e a tentativa [de fazer isso] dilui o que faz melhor", declarou Lana Nusseibeh durante o seu diálogo interativo, um formato promovido pela Assembleia Geral, onde os candidatos a suceder António Guterres apresentam a sua visão da organização e expõem o seu plano de ação perante os Estados-membros e representantes da sociedade civil.

Nusseibeh defendeu uma ONU "ambiciosa nos seus objetivos" e "disciplinada", definindo os seus limites: "Fazer menos onde outros possam contribuir mais, e mais onde só ela pode fazê-lo".

"Como secretária-geral, defenderei os direitos humanos com rigor e sem critérios duplos", acrescentou.

A Ministra de Estado dos EAU insistiu na aposta numa organização centrada em resultados que "não recebe instruções de ninguém e responde por todos".

A candidatura da reponsável dos Emiratos, apresentada pelo seu país a 21 de outubro, surge num momento em que há um bloqueio do Conselho de Segurança para escolher o sucessor de Guterres, que deixará o cargo a 31 de dezembro.

Na última votação não vinculativa no Conselho de Segurança, todos os candidatos receberam pelo menos dois votos contra de alguns dos cinco membros permanentes com poder de veto, Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, o que pode frustrar as candidaturas.

Nusseibeh exerceu funções como representante permanente dos EAU junto da ONU entre 2013 e 2024.

Durante aquele período, foi vice-presidente da Assembleia Geral, presidente do Conselho Executivo da ONU Mulheres e co-presidente dos processos de revitalização da Assembleia Geral e de reforma do Conselho de Segurança. Também presidiu este último órgão em duas ocasiões durante o mandato dos Emirados em 2022-2023.

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