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Montenegro afirma que governos PSD/CDS devolveram 5,2 mil milhões

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Montenegro afirma que governos PSD/CDS devolveram 5,2 mil milhões

O primeiro-ministro estimou hoje que os governos por si liderados já desceram impostos aos cidadãos e empresas na ordem dos 5,2 mil milhões de euros em dois anos e meio, dos quais 3,5 mil milhões em IRS.

 

Esta estimativa foi avançada por Luís Montenegro na fase inicial do debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, na sequência de uma intervenção do líder parlamentar do PSD Hugo Soares.

Em dois anos e meio de executivos PSD/CDS, segundo o primeiro-ministro, "foram devolvidos aos portugueses, às famílias portuguesas e também às empresas cerca de 5,2 mil milhões de euros".

Na resposta a Hugo Soares, Luís Montenegro considerou que o cenário do atual Orçamento para 2027 "é mais favorável do que aquilo que era suposto", caso de atenda à conjuntura internacional difícil e às consequências das tempestades em Portugal no início deste ano.

"Apresentamos este Orçamento do Estado após termos valorizado o rendimento líquido dos portugueses em cerca de 15% nos últimos dois anos, o que equivale a dois salários mensais a mais em cada ano. Se quiserem uma linguagem ainda mais corrente, é um 15º e um 16º mês", destacou.

A seguir, disse que o seu Governo já está na sexta descida no IRS, "o que equivale nestes dois anos e meio à devolução de 2800 milhões de euros, a que se juntam mais 700 milhões de euros exclusivamente destinados a um regime especialmente favorável para os jovens até aos 35 anos.

"A estes 3,5 mil milhões de euros, que é verdadeiramente o número correspondente às descidas sucessivas decididas por este Governo em sede de IRS, soma-se a descida no IRC. Uma descida que se projeta que possa atingir 1,2 mil milhões de euros", rematou.

Luís Montenegro disse depois não desconhecer "as dificuldades do aumento do custo de vida, nomeadamente com a subida do preço dos combustíveis e de todos os bens que estão dependentes da respetiva cadeia".

Porém, logo a seguir, realçou a atual situação do país do ponto de vista macroeconómico.

"O Governo não desconhece a recuperação dos serviços públicos, que hoje não estão à deriva como estavam há alguns anos, mas preserva a saúde financeira do Estado, para que as famílias, as empresas e o próprio Estado paguem taxas de juros mais baixas quando se financiam. E, quando pagam taxas de juros mais baixas, têm mais disponibilidade para as despesas que tenham de ser pagas pelo remanescente. Quanto menos juros pagarmos, mais dinheiro temos para os serviços públicos", acrescentou.

AO MINUTO: "O problema da habitação não se resolve com bastonadas"

Acompanhe AO MINUTO o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027.

Notícias ao Minuto | 15:00 - 27/10/2026

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