Montenegro orgulhoso da governação: "Frutos já começam a aparecer"
O primeiro-ministro manifestou hoje orgulho no trabalho realizado pelo executivo PSD/CDS-PP até agora, defendendo que "as sementes já começam a dar frutos", mas também elogiou a "cultura de diálogo" que tem permitido construir maiorias.
Na intervenção de abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República, Luís Montenegro dedicou metade dos 30 minutos que gastou para falar na política de habitação.
Sobre o OE2027, o chefe do Governo classificou-o como "um bom orçamento para famílias e empresas" e aproveitou para fazer um breve balanço dos executivos PSD/CDS-PP que lidera desde abril de 2024.
"Tenho muito orgulho no nosso país. Orgulho na trajetória que temos feito, nas opções que temos tomado, no trabalho que temos realizado", disse.
Montenegro considerou que "os frutos já começam a aparecer" das "sementes lançadas" pelos seus executivos e, dizendo não querer cometer "a deselegância de comparar Portugal com os parceiros europeus", acabou a salientar os melhores resultados nacionais em vários parâmetros.
"Não vou comparar o nosso défice, não vou comparar o crescimento da nossa economia. Não vou comparar a eficácia da nossa política migratória. Não vou sequer comparar a estabilidade política e a paz social com países que são referência na Europa. Não irei por aí. Para mim e para o Governo, Portugal vale por si próprio", disse.
Por outro lado, Montenegro manifestou, "com sentido democrático", também "orgulho na cultura de diálogo que vai permitindo construir maiorias e avançar", num parlamento em que PSD e CDS-PP têm apenas 91 dos 230 deputados.
Montenegro enumerou "alguns factos" para sustentar a defesa do Orçamento do Estado para 2027, como a previsão de um superávite e uma nova descida da dívida do Estado.
"Num momento de incerteza global, não há melhor serviço que possamos prestar ao país e às novas gerações. Garantir que as contas são justas e estão certas. Garantir que as contas estão seguras e que nos podemos financiar a preços mais comportáveis", sustentou.
O primeiro-ministro destacou, também, as novas descidas do IRS e IRC previstas no documento, assumindo que são "uma opção ideológica".
"Neste Governo, acreditamos mesmo que as famílias gerem melhor o seu dinheiro do que o Estado. E acreditamos que a economia cresce mais se o Estado não cobrar tantos impostos aos trabalhadores e às empresas", afirmou.
Montenegro defendeu que, com este orçamento, aumentará no próximo ano o poder de compra dos portugueses, apesar da subida da inflação, e realçou que todas as medidas de apoio aos jovens vão ser mantidas e reforçam-se os auxílios aos idosos.
A revitalização do Banco Português de Fomento e o combate à burocracia foram outros dos méritos atribuídos por Montenegro à proposta do Governo.
"Um orçamento que reduz a dívida sem deixar de reduzir os impostos. Um orçamento que alivia as famílias sem deixar de investir nos serviços públicos e no território. Um orçamento que cuida dos mais frágeis ao mesmo tempo que desimpede o caminho do mérito e do trabalho", resumiu, assegurando que, com o OE2027, "Portugal não vai parar".
O documento, que será votado na quarta-feira, tem viabilização garantida na generalidade pela abstenção já anunciada do PS.
Montenegro afirma ter falado sobre habitação após manifestaçõesO primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje ter falado sobre a habitação nos dois dias seguintes às manifestações de protesto em Portugal, rejeitando a acusação de silêncio.
Lusa | 16:31 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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