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Orçamento de Matosinhos cresce 5,06% para 232,9 milhões de euros em 2027

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Orçamento de Matosinhos cresce 5,06% para 232,9 milhões de euros em 2027

O orçamento da Câmara de Matosinhos para 2027 vai crescer 5,06% para 232,9 milhões de euros, em relação ao de 2026, dedicando percentagem significativa à habitação, segundo o documento votado na quarta-feira, a que a Lusa teve hoje acesso.

 

Segundo o sumário executivo, "a habitação e serviços coletivos concentram 61,3 milhões de euros de dotação já definida", ou seja, 43,2% das Grandes Opções do Plano, também votadas na quarta-feira, a esta matéria, a que acrescem ainda mais 7,1 milhões de euros "ainda a definir".

Numa citação enviada à Lusa, a presidente, Luísa Salgueiro (PS), nota que este orçamento foi feito "a pensar nas pessoas".

"Temos a responsabilidade de responder aos problemas de hoje, mas também a obrigação de preparar Matosinhos para o futuro. A habitação, a mobilidade, a educação, a proteção social e a segurança são prioridades claras para 2027", afirma.

A receita corrente cresce 8,9%, "sobretudo por via dos impostos diretos, que atingem 8,7 milhões de euros", e das "taxas, multas e outras penalidades", enquanto as transferências de capital são de 18,2 milhões de euros, menos 23,9 milhões do que este ano, "o que se explica pela execução, dentro dos prazos estabelecidos, das candidaturas a fundos comunitários relacionadas com a habitação".

Entre estas comparticipações contam-se os projetos da bacia hidrológica da Rua Gonçalves Zarco, a construção da linha de metrobus e a gestão inteligente de recursos.

O passivo financeiro, que sobe 19,8 milhões de euros em relação a este ano, "reflete a utilização parcial do empréstimo de até 64,970 milhões de euros, a utilizar até três anos, para financiar investimentos estruturantes nas áreas da habitação, do espaço público e mobilidade, da educação e desporto e do ambiente".

No orçamento, que inclui contributos dos partidos da oposição após reuniões, estão vertidos projetos como a recuperação de fogos devolutos e o desenvolvimento de 200 novos fogos de renda acessível em Matosinhos e São Mamede de Infesta.

Aqui estão vertidas a reabilitação em Telheiro e Gatões e as construções nos conjuntos habitacionais de Conde Alto Mearim, Ormuz e Fernando Cayolla.

A gestão de resíduos sólidos tem afetos 19 milhões de euros, num plano de Grandes Opções do Plano que destaca ainda a proteção do meio ambiente, com perto de 20 milhões de euros, a Educação (11,7 milhões de euros) e o desporto (14,8).

No geral, as Grandes Opções têm uma dotação de 141,9 milhões de euros, subindo 1,5 milhões em relação ao período transato, entre o Plano Plurianual de Investimentos (62,9ME) e o Plano de Atividades Municipais (79ME), a que acrescem 21,6 milhões de euros de dotações por definir, concentradas na educação e na habitação.

Leia Também: Habitação? Luísa Salgueiro critica atuação do Governo: "Péssima"

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