Pedro Emanuel vive pesadelo no Maracanã e Vasco da Gama é eliminado
Tinha tudo para ser um sonho, mas tornou-se num autêntico pesadelo. O Vasco da Gama desperdiçou a vantagem alcançada em La Bombonera, sobre o Boca Juniors, por 0-1, e foi eliminado das meias finais da Taça Sul-Americana, por conta de uma derrota sofrida, na madrugada de terça para quarta-feira, no Maracanã, por 1-3.
O 'caldo' começou a entornar logo à passagem do quarto minuto, quando, na cobrança de um pontapé de canto, Lautaro Blanco bombeou a bola para o 'coração' da grande área, onde apareceu Lautaro di Lollo a saltar mais alto do que toda a defesa adversária e a cabecear para o golo que, na altura, empatava a eliminatória.
A 'cambalhota' surgiria ainda antes do apito para o intervalo, por intermédio de Miguel Merentiel, que aproveitou a abertura de uma autêntica 'cratera' na defesa da equipa orientada pelo treinador português Pedro Emanuel para 'galgar' metros na direção da baliza e fazer o gosto ao pé.
Os brasileiros ainda conseguiram reentrar na discussão, aos 66 minutos, fruto de um remate certeiro de Pumita Rodríguez, mas os argentinos deram a 'machadada final' já aos 88, por Leandro Paredes, num lance em que Léo Jardim, antigo guarda-redes de Rio Ave e Boavista, não ficou nada bem na 'fotografia'.
O Boca Juniors fica, agora, à espera do desfecho da outra meia final (na primeira mão, o Atlético Mineiro bateu o Montevideo City, por categóricos 3-0) para saber ao certo qual o adversário que terá pela frente na tão aguardada final da Taça Sul-Americana, que está agendada para o próximo dia 21 de novembro, em Barranquilla.
"Não vou abandonar o Léo Jardim"Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Pedro Emanuel fez questão de sair em defesa de Léo Jardim, cujo erro levou à eliminação do Vasco da Gama: "Quando nós chegámos, a moral estava baixa, após uma sequência de derrotas. Ainda bem que os nossos adeptos ficaram desiludidos, quando estamos numa meia final desta importância".
"Podem criticar os jogadores, mas eu sei que o erro individual pode ser superado com a ajuda coletiva. É isso que vamos ter de fazer. Sofremos um golo aos 88 minutos, em que o Léo poderia fazer mais. Estamos aqui para apoiar, já nos salvou muitas vezes", começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
"Não vou abandonar o Léo, e digo que é quem vai jogar no sábado [contra o Corinthians, para a 32.ª jornada do Brasileirão]. Isso faz parte do jogo. Protegemo-nos uns aos outros. Ele é um grande profissional, um grande homem, um dos capitães da equipa, uma referência que tem correspondido", prosseguiu.
"Juntamente com o Léo, temos todos os outros que cometeram erros e tiveram a força de dar a volta e mostrar, numa segunda fase, que poderíamos ter feito um resultado épico, com uma remontada. Tiveram coragem e vontade, contra um adversário que tem uma histórica muito rica, que não fomos capazes de superar", concluiu, diante dos jornalistas.
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