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Porque é que os semáforos têm as cores que todos conhecem?

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Minuto Fonte Externa
14 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Porque é que os semáforos têm as cores que todos conhecem?

Em todo o mundo, os semáforos de trânsito têm as mesmas três cores: o verde para avançar, o amarelo de alerta intermédio e o vermelho que manda parar. Se são cores como tantas outras do espetro, porque é que foram estas as escolhidas?

 

Antes de respondermos, damos um contexto histórico breve. Os primórdios daquilo que hoje conhecemos como semáforos remontam a uma altura anterior aos automóveis modernos. A Reader's Digest escreve que o primeiro sinal de trânsito com luzes verde e vermelha foi instalado em Londres em 1868, sendo uma invenção de J.P. Knight. O seu funcionamento era manual e tinha por base candeeiros a gás. Um acidente com gás poucos meses depois da instalação deixou a solução de lado durante largas décadas.

Do outro lado do Atlântico (Estados Unidos da América), em 1912 um polícia reformado, Lester Wire, inventou um sistema elétrico que usava luzes verde e vermelhas trocadas por um agente de polícia para Salt Lake City. Dois anos mais tarde, chegou a Cleveland o primeiro sinal de trânsito elétrico automático de duas luzes.

Foi preciso esperar mais uns anos até serem implementadas três cores, com o polícia William Potts a propor o primeiro sistema do género em Detroit. Uma solução que viria a ser patenteada em 1923 por Garrett Morgan, num instrumento totalmente automático.

Porquê as três cores?

Também segundo a Reader's Digest, nos primórdios existiam diferentes variações dos sistemas de sinalização rodoviária luminosa dentro dos Estados Unidos da América - só na década de 1930 foram criados regulamentos para a uniformização.

Já o Motor1.com escreve que o vermelho passou a ser associado ao perigo e à obrigatoriedade de parar nas ferrovias no século XIX - para informar os operadores quando tinham de parar ou podiam seguir a marcha. A cor também tem um comprimento de onda que a torna bem visível à distância. A transição para o tráfego automóvel foi natural: as autoridades precisavam de um sistema de sinalização padronizada que dispensasse a necessidade de um polícia em todos os cruzamentos.

O verde, por seu turno, destaca-se pelo contraste visual com o vermelho e também já era usado com os comboios antes de chegar ao trânsito automóvel, e tornou-se associado à permissão para prosseguir. O amarelo surgiu mais tarde como um ponto intermédio, para que ninguém se deparasse com um sinal vermelho subitamente sem aviso prévio. É um tom chamativo e que também marca presença noutra sinalização de alerta (rodoviários ou não).

Revisão ao Código da Estrada está a ser ultimada. O que poderá mudar?

O Código da Estrada, com mais de 30 anos, vai ser reformulado. O Governo está a ultimar a revisão, numa altura em que está focado na segurança rodoviária e na redução da sinistralidade.

Bernardo Matias | 12:54 - 17/09/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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