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Ventura vai hoje a votos como candidato único à presidência do Chega

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Minuto Fonte Externa
31 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Ventura vai hoje a votos como candidato único à presidência do Chega

André Ventura vai hoje a votos como candidato único à presidência do Chega, força política que lidera desde 2019, traçando como objetivo "chegar ao Governo" nos próximos anos.

 

As eleições diretas decorrem durante o dia de hoje, entre as 10h00 e as 19h00, nas quais os militantes do Chega vão eleger o presidente da Direção bem como os delegados à 7.ª Convenção Nacional, marcada para 20, 21 e 22 de novembro.

Na sexta-feira, André Ventura divulgou a moção estratégica para um mandato de três anos na qual traça o "objetivo fundamental: chegar ao Governo de Portugal" e conseguir "alcançar as transformações que o povo português tanto almeja".

Considerando que o país está "estrangulado" e os "50 anos após o 25 de Abril não trouxeram ao povo português aquilo que este merecia", Ventura realça que o Chega nasceu com a "ambição de mudar realmente o sistema político".

Na ótica do líder do Chega, apesar do "crescimento notório" dos últimos anos, nos quais passou de uma representação única no parlamento em 2019 para 60 deputados em 2025, "essa missão ainda não foi concluída".

André Ventura é presidente do partido desde a fundação, em 2019, tendo sido reeleito sucessivamente com mais de 90% dos votos.

A próxima Convenção Nacional do partido será a sétima em sete anos de existência do partido e decorrerá no Entroncamento (distrito de Santarém), a dois dias da votação final global do Orçamento do Estado para 2027. Na votação na generalidade, o Chega votou contra o documento.

Esta será a primeira convenção do Chega desde que o partido subiu a segunda maior força no parlamento e depois do resultado de André Ventura nas eleições presidenciais do início do ano – nas quais disputou uma segunda volta com António José Seguro, que viria a ser eleito com 66,83 %, face aos 33,17% do líder do Chega.

A reunião magna terá como objetivos eleger os órgãos nacionais e responder às questões de natureza orgânica e estatutária levantadas pelo Tribunal Constitucional (TC).

A última Convenção Nacional do partido decorreu em janeiro de 2024, em Viana do Castelo, e a eleição dos órgãos nacionais do Chega nessa reunião magna foi invalidada pelo TC. O mesmo tinha sido decidido relativamente à convenção anterior.

O TC tem vindo também a 'chumbar' as sucessivas alterações aos estatutos do partido, pelo que atualmente são válidos os de 2019.

Estes estatutos têm dois artigos referentes à eleição do Presidente do Chega. No artigo 16.º é referido que a Convenção Nacional "constitui-se como o órgão supremo do Chega" ao qual compete "eleger o Presidente do Partido".

Já no artigo 22.º, lê-se que o Presidente do partido é eleito "nos termos previstos no Regulamento Eleitoral", que por sua vez estabelece que a eleição "é feita através do voto direto e universal de todos os militantes do Partido que se encontrem em situação regular até 48 horas antes do início da votação em todos os distritos do país, nos termos e segundo a metodologia definida no Regulamento Eleitoral Nacional a aprovar pelo Conselho Nacional".

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André Ventura recandidata-se a presidente do Chega com uma moção para os próximos três anos, na qual traça o objetivo de "chegar ao Governo"

Lusa | 15:28 - 30/10/2026

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