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Catastrofismo das televisões "não beneficia a informação"

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Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Catastrofismo das televisões "não beneficia a informação"

A investigadora Rita Figueiras afirmou hoje que a desinformação "é uma doença crónica" e que o catastrofismo das televisões "não beneficia a informação", defendendo que são necessários novos protocolos de comunicação.

 

Rita Figueiras, investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa, falava durante um debate intitulado "Os riscos da desinformação", que decorreu na sede da agência Lusa, em Lisboa, a propósito de uma formação do Parlamento Europeu para jovens jornalistas.

Segundo a académica, "a necessidade de sobrevivência" do modelo de negócio das televisões e o facto de existir "muita competição" entre os vários canais de noticiais, a que se soma o surgimento das redes sociais, levou a que estas tenham uma linha editorial "algo padronizada" e que seja, "em certa medida, uma grande fábrica produtora de 'memes'".

"Essa lógica não beneficia a informação", alertou Rita Figueiras, criticando ainda o facto de o jornalismo televisivo tender para "uma 'catastrofização' de tudo", ao invés de fornecer uma "informação mais enxuta" e menos orientada para o lado emocional".

Como tal, e admitindo que "é difícil" para as televisões "sugerirem entendimentos das coisas que ajudem a baixar a intensidade", a investigadora apelou à necessidade de se criarem novos protocolos de comunicação.

Na intervenção, Rita Figueiras afirmou que "a desinformação não se resolve", mas gere-se. "É uma doença crónica, mas que pede o envolvimento de todos: de quem faz, de quem consome e de quem tem a responsabilidade", salientou.

A investigadora quis ainda desmitificar a ideia de que a desinformação é um problema da atualidade, lembrando que o problema sempre existiu dado que o poder político "sempre precisou de desinformação para se afirmar".

Reconheceu, contudo, que com as novas tecnologias há disseminação mais rápida da desinformação, o que dificulta a capacidade de a combater.

"É um paradoxo entre a rapidez com que se dissemina e o tempo lento que é preciso para a sua verificação", apontou.

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