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Rebeca Grynspan lidera corrida para suceder a Guterres na ONU

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Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Rebeca Grynspan lidera corrida para suceder a Guterres na ONU

A ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan ficou hoje em primeiro lugar na 7ª votação indicativa do Conselho de Segurança na corrida ao cargo de secretário-geral da ONU, muito à frente da nova candidata, dos Emirados Árabes Unidos.

 

Na votação à porta fechada, os 15 membros do Conselho atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Segundo uma fonte diplomática citada pelas agências internacionais, Grynspan, que dirigiu a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), obteve 11 votos a favor e 4 contra.

A Lana Nusseibeh, cuja candidatura foi submetida a votação pela primeira vez, teve 7 votos a favor e 6 contra, além de 2 neutros.

À frente da candidata emirati ficaram ainda o argentino Rafael Grossi, atual responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (9-4-2), e Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana (8-6-1).

Para suceder a António Guterres, cujo segundo mandato termina no final deste ano, um candidato precisa de obter pelo menos nove votos a favor e evitar um veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

Na votação de hoje, os votos dos membros que têm poder de veto não foram diferenciados por boletins de voto de cores distintas, ao contrário do que aconteceu na votação anterior.

Nenhum dos sete candidatos que estavam na corrida conseguiu evitar um voto negativo de um dos países que detêm poder de veto (Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia) na votação anterior, antes do surgimento de Nusseibeh.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan na anterior consulta.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

Após a 6ª votação, o ex-Presidente senegalês Macky Sall retirou a sua candidatura.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.

Assim que for alcançado um consenso, o nome será submetido à Assembleia Geral, que, na prática, segue a recomendação do Conselho.

Segundo uma tradição geográfica nem sempre respeitada, a América Latina reivindica o cargo desta vez.

Muitos países defendem também que uma mulher assuma, pela primeira vez, o comando da ONU.

Nusseibeh ocupa os cargos de secretária de Estado no Ministério dos Negócios Estrangeiros e de enviada especial junto da ONU e da União Europeia. Entre 2013 e 2024, foi embaixadora dos Emirados nas Nações Unidas.

Várias ONG de defesa dos direitos humanos manifestaram-se contra a candidatura de Nusseibeh, acusando o seu país de financiar grupos paramilitares no Sudão.

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Lusa | 19:02 - 30/10/2026

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